domingo, 5 de junho de 2011

Conhecimento Empírico

         Popular ou vulgar é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire no trato direto com as coisas e os seres humanos, as informações são assimiladas por tradição, experiências causais, ingênuas, é caracterizado pela aceitação passiva, sendo mais sujeito ao erro nas deduções e prognósticos. “é o saber que preenche nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado, sem aplicação de método e sem se haver refletido sobre algo”(Babini, 1957:21).O homem, ciente de suas ações e do seu contexto, apropria-se de experiências próprias e alheias acumuladas no decorrer do tempo, obtendo conclusões sobre a “ razão de ser das coisas”. É, portanto superficial, sensitivo, subjetivo, Assis temático e acrítico.
Filosofia como conhecimento racional

            A Filosofia Grega é entendida como o despertar para o conhecimento racional, lógico e sistemático da realidade humana, origem e causas do mundo, das ações humanas e do próprio pensamento dos seres humanos.
Surgimento da Filosofia Grega-Uma certa parte da humanidade, insatisfeita com as explicações que as gerações passadas lhes deram, começaram a se questionar sobre o mundo, o homem e o seu-estar-nele. E nesses questionamentos se descobriu que a verdade do mundo e dos seres humanos poderia ser conhecida por todos, através do despertar para o desenvolvimento da racionalidade do homem como única condição para ele próprio se conhecer e conhecer o mundo em que habita, pela razão e pela lógica.
O que perguntavam os primeiros filósofos?
O por que das coisas, como são as coisas, e para que servem? Pois as explicações dadas pela tradição já não satisfaziam a curiosidade do homem, principalmente, aqueles que investigam racionalmente, as explicações dadas pelos Mitos.
A Filosofia nasce mais ou menos séc. VI a C. tendo como investigação primeira, a busca do conhecimento racional sobre a natureza e o Cosmo.
O que era os Mitos?
Eram as narrativas sobre a origem das coisas. Origem do mundo, do nascimento dos deuses, do amor, etc.
A origem da Filosofia se dá do próprio questionamento entre as contradições e limitações existentes entre os Mitos e a compreensão dos homens, pois exigiam explicações das coisas com bases na razão e na verdade e não mais fundamentada simplesmente na imaginação do homem.
A Filosofia nasce na Grécia e se divide em quatro grandes períodos:
Período pré-socrático ou cosmológico, quando a Filosofia se ocupa fundamentalmente com a origem do mundo e as causas das transformações da natureza.
Período Socrático ou antropológico, que tem como figura marcante o filósofo Sócrates na cidade de Atenas. É nesse período em que a Filosofia inicia sua investigação sobre as questões humanas.
Período Sistemático, a Filosofia busca reunir e sistematizar todos os campos dos saberes e tenta mostrar que todo tipo de conhecimento pode ser objeto de estudo da Filosofia desde que o pensamento esteja de acordo com os critérios da razão e da verdade.
Alguns filósofos do período pré-socrático, Tales de Mileto, Heráclito de Éfeso, Pitágoras, Parmênides, entre outros.
Do período socrático ou antropológico, o filósofo que mais lutou pela igualdade dos homens, foi considerado um dos homens mais sábio da Grécia foi Sócrates, com suas frases: “sei que nada sei” e “conhece-te-a-te-mesmo”. Ele não deixou nada escrito sua sabedoria tem bases na própria fundamentação do pensamento racional e internalização dos saberes humanos. Seus seguidores imediatos foram Platão e Aristóteles.
Segundo Sócrates, o começo da Filosofia se dá quando tomamos consciência de que não sabemos tudo que imaginamos saber e que o reconhecimento dessa ignorância serve para despertar o nosso pensamento e daí procurar buscar conhecer a essência das coisas e não mais aceitá-las como sendo a única verdade. Uma outra questão que Sócrates colocava, qual é o fundamento racional daquilo que você fala e do que você pensa? Do período de sistematização, segue-se a Filosofia em todos os campos dos saberes, da Filosofia da arte, entre outras, a Filosofia Patrística, que é a Filosofia dos padres, tendo como figuras importantes: Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho. A Filosofia Medieval ou Escolástica, a Filosofia da Renascença, onde renasce a arte, a Filosofia Moderna séc. XVII e início do séc. XVIII, A Filosofia do Iluminismo final do séc. XVIII e meados do séc. XIX. Nesse período já existe um grande interesse não só pela Filosofia mas também pela Ciência. E por fim, a Filosofia contemporânea, séc. XIX aos nossos dias, com foco nas especulações atuais e na historicidade do homem, das Ciências, das artes, da ética levando em conta que a história do homem se apresenta como um processo contínuo e a Filosofia funciona como investigação e especulação em todos os campos dos saberes em que seja necessário a razão, a compreensão e a reflexão humanas.


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